
Ainda falta muito para as próximas eleições, mais de um ano e meio, para ser mais exato, mas para muita gente elas já começaram.
O ano de 2012 como é de conhecimento de todos, é ano de os eleitores irem às urnas para decidir o futuro de suas cidades elegendo prefeitos e vereadores.
No caso de cidades em que seus atuais prefeitos estão vivenciando seus segundos mandatos, o foco é para as sucessões, devido a impossibilidade de uma terceira eleição conforme prega a vigente legislação eleitoral. Já aquelas em que o chefe do executivo municipal ainda pode concorrer à mesma vaga, a preocupação é com a reeleição.
No Rio Grande do Norte, em particular as movimentações já foram iniciadas em todas as regiões do estado, mesmo que nos bastidores para os novos prefeitáveis, vereadoráveis, e abertamente para os prefeitos reelegíveis.
Começando nossa análise do cenário político, pela capital Natal, onde embora a atual prefeita ainda tenha a oportunidade de se reeleger, os olhares se voltam aos novos nomes e para aqueles velhos conhecidos que sonham em ocupar novamente o cargo de prefeito, em função dos baixos índices de aprovação e do grande descontentamento da população para com a atual gestão. Portanto, diferentemente do que normalmente acontece, a atual prefeita corre grandes riscos de não se reeleger. Os mais radicais dizem que é mais fácil um desconhecido da zona norte se eleger que Micarla de Sousa continuar ocupando a cadeira no palácio Alberto Maranhão. Para eles é quase prego batido e ponta virada. Para muitos o próximo prefeito ainda está nascendo no contexto natalense. O certo é que já há muita gente interessada, porém pouco precipitada para declarar publicamente suas intenções. Segundo rumores e especulações três dos oito deputados federais pelo RN, pensam em disponibilizar o próprio nome para o pleito. São eles: A eterna candidata à prefeitura, Fátima Bezerra; O Deputado Federal e herdeiro do trono Maia no estado, Felipe Maia; E o filho do vice-governador, deputado federal e estrela de revistas nas horas vagas, Fábio Faria. Para completar a disputa ainda tem ex-ex Wilma de Faria, o ex de Natal Carlos Eduardo e o mais recente ex-governador Iberê Ferreira, que fora das cenas políticas tem mostrado grande interesse pela cadeira atualmente ocupada pela filha de Carlos Alberto.
Na segunda maior cidade do estado a pintura é diferente, embora a moldura seja a mesma; O jogo de interesses prevalece. Com o término do mandato de Fátima Rosado (Fafá), eis a dúvida que paira sobre o pensamento dos mossoroenses: quem será o próximo prefeito ou prefeita?
Uns dizem que dessa vez quem leva é Larissa ROSADO, derrotada duas vezes consecutivas pela atual prefeita, e que se caso tivesse sido eleita na oportunidade anterior não faria muita diferença, tendo em vista que ambas pertencem ao mesmo clã. Outros dizem que a cadeira já tem dona, é de Ruth Ciarline ROSADO, atual vice-prefeita e irmã da atual governadora, que por sua vez fará de tudo para eleger a irmã prefeita. Alguns dizem que o povo quer um novo nome, diferente do já tão comum ‘ROSADO’ na prefeitura. Falam, então, nos bastidores das secretarias mossoroenses em Claudia Regina como opção, que não possui carga genética ‘Rosado’, mas tem um coração fiel àqueles que durante muito tempo foram seu porto político. Ainda poucos esperançosos, que ainda almejam mudanças, e acima de tudo acreditam nela, falam em Renato Fernandes, recordando a relativa, entretanto significativa expressão nas urnas alcançada por um terceiro lugar em eleições na cidade de Mossoró.
Nas demais cidades interioranas do estado, nas decisões políticas ainda prevalecem as influências de muitos chefes e verdadeiros coronéis modernos que por pertencerem a famílias de grande influência em suas regiões, são intitulados ‘articuladores políticos’, e estes por sua vez também já entraram de corpo e alma na briga pela permanência no poder após 2012, fazendo na maioria das vezes o tipo de política que são acostumados a fazer, em que prevalece o caminho da ilegalidade e outros alternativos visando enriquecer e se beneficiar à custa da máquina pública. Muitos como eles mesmos dizem, já começaram a “Fazer o nome para 2012”.
Diante de tudo isso a única certeza é que incertezas e indecisões rodam as prefeituras a partir de agora, e que 2011 é o ano de preparar a massa, 2012 de assá-la, para só então em 2013 os eleitos e demais interessados passarem a saborear a maior especialidade da culinária Brasileira, sobretudo da política, a boa e velha Pizza.
M.R.