sábado, 29 de janeiro de 2011

Uns vão, outros ficam, mas eles permanecem.


Um dia único na história do Senado Federal: Pai e filho, em uma mesma legislatura, representando o mesmo Estado.

No dia 1º de fevereiro, o Ministro da Previdência (vide link) Garibaldi ALVES FILHO deixa o cargo para tomar posse do mandato ao qual foi reeleito no último pleito eleitoral. Algo simplesmente simbólico, apenas para fazer jus aos 1.042.272 votos que recebeu democraticamente – e/ou por imposição histórica – do eleitorado potiguar. No momento da posse, Garibaldi terá como companheiro de legislatura o seu pai, o qual, aos 87 anos, na condição de suplente, assumiu a cadeira que pertencia à Rosalba Ciarline ROSADO, agora governadora do RN, e o título de senador com mais idade. Após a solenidade de posse, Garibaldi (o filho) se licenciará novamente do mandato e retornará ao ministério para o qual foi gentilmente convocado pela Presidente (ênfase no “E”) Dilma Rousseff, dando lugar ao Dr. Paulo Davim. Um fato ímpar, na política norte-rio-grandense. Ímpar, mas totalmente previsível.

Ora, num Estado onde o Executivo e o Legislativo têm passado de pai pra filho, ou quando muito permutado entre as três nobres famílias, era de se esperar que em uma hora ou outra isso acontecesse. Uma coisa é certa: O mantimento desses Feudos Políticos apenas contribui para a alienação social, favorecimento das minorias e degradação do real sentido da República. Uma verdadeira regressão política, suntuosamente disfarçada de tradição.

J.S.

Veja também:

2012 – Como andam as movimentações políticas no Rio Grande do Norte?

Efeito Borboleta – Consequências da ascensão de Garibaldi ao ministério.


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