
Uma pesquisa encomendada pelo Tribunal Superior Eleitoral, realizada pelo instituto Sensus em 5 regiões brasileiras, 24 estados e 136 municípios, revela importantes dados sobre o eleitorado brasileiro e as últimas eleições. Divido em cinco blocos principais, a pesquisa identificou o perfil socioeconômico dos eleitores, suas avaliações quanto à urna eletrônica, a eficiência das campanhas de esclarecimento do TSE, o desempenho da Justiça Eleitoral e obteve informações sobre os principais meios de informação utilizados pelo eleitorado.
Segundo o relatório, 52,3 do contingente eleitoral do país é composto por mulheres, superando o total de eleitores do sexo masculino, cerca de 47,8%. Quanto a idade, ponto também diretamente ligado ao perfil social, a pesquisa revela que o maior número de eleitores se concentra na faixa etária dos 50-69 anos, enquanto o menor índice pertence ao grupo de pessoas entre 16 e 17, os quais, por lei, não são obrigados a votar.
Quando perguntados sobre os próprios níveis de informações em relação aos papeis a serem desempenhados pelos cargos e funções de presidente, governador, deputado federal, deputado estadual e senador, a grande parte dos entrevistados afirmaram ser mal informados e desconhecer as atribuições dos três últimos mencionados, os quais compõem o poder legislativo a nível federal, estadual ou distrital.
A pesquisa também procurou traçar os principais meios de comunicação utilizados a fim de obter informações sobre o cenário político e as eleições no período eleitoral. O resultado mostrou que 56,6% se informam principalmente através da televisão e 18,4% por meio de conversa com amigos e parentes.
Outro dado colhido na pesquisa está relacionado à freqüência em que o eleitorado acompanha a programação de determinadas emissoras de TV. Segundo a informação, a Rede Globo é o canal de TV aberta mais popular, o qual 79,6% dos entrevistados disseram que sempre assistem. Em seguida vem a Rede Record, com 60,4%, e do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), com 37,8%. Todas as demais emissoras incluídas na pesquisa atingiram marcas inferiores a 26%.
Ainda segundo os dados colhidos, um grande número de eleitores já não lembram o nome dos candidatos em que votaram nas últimas eleições, principalmente nos votos direcionados à composição do legislativo. 20,6% afirmaram não lembrar em quem votaram para senador, 21,7% para deputado federal e 23% esqueceram o nome de seus candidatos para deputado estadual.
Foco Crítico:
A análise dos dados fornecidos pelo TSE nos proporciona ter uma dimensão do dinamismo político de nosso país por meio da participação e compreensão popular da importância dos seus votos. O que infelizmente torna patente o despreparo e o não comprometimento para com a política de nosso país. Alguns dos resultados apontam avanço, outros retrocesso político, representando grandes prejuízos à saúde democrática de nosso país.
Da participação da mulher:
O maior número de mulheres na composição do eleitorado mostra um importante avanço na conquista do espaço da mulher na política. O ato de votar configura os direitos políticos do cidadão. Até o ano de 1928 esse direito era vetado às mulheres, quando por ação pioneira, o estado do Rio Grande do Norte os assegurou e permitiu às mulheres exercer a cidadania através do voto, tendo por Celina Guimarães, mossoroense, a primeira mulher eleitora do Brasil.
De lá para cá o número cresce eleição a eleição, o que deveria ser sinônimo de grande participação feminina na ocupação de cargos eletivos, mas o que infelizmente ainda é muito reduzido. Isso mostra que a mulher Brasileira, embora há 82 anos com seus direitos políticos assegurados, ainda não aprendeu a usá-los em benefícios próprios, e mesmo em com a toda a independência, número e expressão da mulher moderna, o poder e as decisões políticas, em grande maioria, ficam a cargo dos homens.
É certo que muito vem mudando. Não é de hoje que mulheres são eleitas deputadas, prefeitas, governadoras, e agora dão um grande salto rumo à presidência, embora em número ainda insignificante em relação ao número de pessoas que ocupam os mesmos cargos do sexo masculino. É portanto, preciso, continuar quebrando paradigmas, fazendo com que as mulheres atinjam a mesma participação política que os homens.
Do eleitorado jovem:
O baixe índice de eleitores menores de 18 anos, outro ponto de grande preocupação, evidencia o pouco interesse para com a política de nosso país por partes dos jovens, falha a qual alieno à má informação e o descrédito político gerado pelos grandes escândalos nacionais diretamente ligados à corrupção, constantemente alvo de críticas da grande mídia, criando-se estereótipos para com a classe política.
Dos meios de informação:
A utilização da TV como principal meio de informação, bem como maiores índices de audiência em emissoras específicas, mostram a centralização ainda existente e o “cabresto” na formação de opiniões. Afinal é a imprensa a responsável pela construção da opinião pública, traçando os rumos a serem trilhados pelo pensamento e pela crítica na sociedade.
Da amnésia política:
Em relação ao esquecimento do nome dos candidatos os quais votaram, é a chamada “amnésia política” geralmente ligada à escolha a forma como o voto foi estabelecido, as vezes até mesmo ligadas à captações ilícitas de sufrágio, sendo causa e efeito dos grandes problemas sociais, a medida que não é possível cobrar dos mesmos resultados e ações que venham beneficiar a sociedade como um todo.
Das soluções:
Para tais problemas, como esses apresentados na pesquisa, só encontraremos soluções à medida que o governo passe a investir de forma mais contundente em educação e formação política básica, voltada principalmente aos jovens.
É inadmissível que grande parte dos eleitores desconheçam as atribuições daqueles em que irão escolher para definirem os seus próprios futuros. Portanto, muito se fala em reforma política, mas essa, só será válida se tiver início, não no congresso, mas sim mente dos Brasileiros, de forma a os tornarem aptos a exercerem da sua cidadania de forma correta através do voto.
Segundo o relatório, 52,3 do contingente eleitoral do país é composto por mulheres, superando o total de eleitores do sexo masculino, cerca de 47,8%. Quanto a idade, ponto também diretamente ligado ao perfil social, a pesquisa revela que o maior número de eleitores se concentra na faixa etária dos 50-69 anos, enquanto o menor índice pertence ao grupo de pessoas entre 16 e 17, os quais, por lei, não são obrigados a votar.
Quando perguntados sobre os próprios níveis de informações em relação aos papeis a serem desempenhados pelos cargos e funções de presidente, governador, deputado federal, deputado estadual e senador, a grande parte dos entrevistados afirmaram ser mal informados e desconhecer as atribuições dos três últimos mencionados, os quais compõem o poder legislativo a nível federal, estadual ou distrital.
A pesquisa também procurou traçar os principais meios de comunicação utilizados a fim de obter informações sobre o cenário político e as eleições no período eleitoral. O resultado mostrou que 56,6% se informam principalmente através da televisão e 18,4% por meio de conversa com amigos e parentes.
Outro dado colhido na pesquisa está relacionado à freqüência em que o eleitorado acompanha a programação de determinadas emissoras de TV. Segundo a informação, a Rede Globo é o canal de TV aberta mais popular, o qual 79,6% dos entrevistados disseram que sempre assistem. Em seguida vem a Rede Record, com 60,4%, e do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), com 37,8%. Todas as demais emissoras incluídas na pesquisa atingiram marcas inferiores a 26%.
Ainda segundo os dados colhidos, um grande número de eleitores já não lembram o nome dos candidatos em que votaram nas últimas eleições, principalmente nos votos direcionados à composição do legislativo. 20,6% afirmaram não lembrar em quem votaram para senador, 21,7% para deputado federal e 23% esqueceram o nome de seus candidatos para deputado estadual.
Foco Crítico:
A análise dos dados fornecidos pelo TSE nos proporciona ter uma dimensão do dinamismo político de nosso país por meio da participação e compreensão popular da importância dos seus votos. O que infelizmente torna patente o despreparo e o não comprometimento para com a política de nosso país. Alguns dos resultados apontam avanço, outros retrocesso político, representando grandes prejuízos à saúde democrática de nosso país.
Da participação da mulher:
O maior número de mulheres na composição do eleitorado mostra um importante avanço na conquista do espaço da mulher na política. O ato de votar configura os direitos políticos do cidadão. Até o ano de 1928 esse direito era vetado às mulheres, quando por ação pioneira, o estado do Rio Grande do Norte os assegurou e permitiu às mulheres exercer a cidadania através do voto, tendo por Celina Guimarães, mossoroense, a primeira mulher eleitora do Brasil.
De lá para cá o número cresce eleição a eleição, o que deveria ser sinônimo de grande participação feminina na ocupação de cargos eletivos, mas o que infelizmente ainda é muito reduzido. Isso mostra que a mulher Brasileira, embora há 82 anos com seus direitos políticos assegurados, ainda não aprendeu a usá-los em benefícios próprios, e mesmo em com a toda a independência, número e expressão da mulher moderna, o poder e as decisões políticas, em grande maioria, ficam a cargo dos homens.
É certo que muito vem mudando. Não é de hoje que mulheres são eleitas deputadas, prefeitas, governadoras, e agora dão um grande salto rumo à presidência, embora em número ainda insignificante em relação ao número de pessoas que ocupam os mesmos cargos do sexo masculino. É portanto, preciso, continuar quebrando paradigmas, fazendo com que as mulheres atinjam a mesma participação política que os homens.
Do eleitorado jovem:
O baixe índice de eleitores menores de 18 anos, outro ponto de grande preocupação, evidencia o pouco interesse para com a política de nosso país por partes dos jovens, falha a qual alieno à má informação e o descrédito político gerado pelos grandes escândalos nacionais diretamente ligados à corrupção, constantemente alvo de críticas da grande mídia, criando-se estereótipos para com a classe política.
Dos meios de informação:
A utilização da TV como principal meio de informação, bem como maiores índices de audiência em emissoras específicas, mostram a centralização ainda existente e o “cabresto” na formação de opiniões. Afinal é a imprensa a responsável pela construção da opinião pública, traçando os rumos a serem trilhados pelo pensamento e pela crítica na sociedade.
Da amnésia política:
Em relação ao esquecimento do nome dos candidatos os quais votaram, é a chamada “amnésia política” geralmente ligada à escolha a forma como o voto foi estabelecido, as vezes até mesmo ligadas à captações ilícitas de sufrágio, sendo causa e efeito dos grandes problemas sociais, a medida que não é possível cobrar dos mesmos resultados e ações que venham beneficiar a sociedade como um todo.
Das soluções:
Para tais problemas, como esses apresentados na pesquisa, só encontraremos soluções à medida que o governo passe a investir de forma mais contundente em educação e formação política básica, voltada principalmente aos jovens.
É inadmissível que grande parte dos eleitores desconheçam as atribuições daqueles em que irão escolher para definirem os seus próprios futuros. Portanto, muito se fala em reforma política, mas essa, só será válida se tiver início, não no congresso, mas sim mente dos Brasileiros, de forma a os tornarem aptos a exercerem da sua cidadania de forma correta através do voto.
RSS Feed
Twitter

Nenhum comentário:
Postar um comentário